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OAB EXAME XLIV

17/08/2025 · FGV · 80 questões

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Exame: OAB EXAME XLIV - Data da prova: 08-2025 - Questão na prova: 31 - Ramo: Direito Administrativo - Tema: Intervenção Estatal na Propriedade - Organizadora: FGV
31

Jaílson pretende adquirir uma propriedade rural, considerada média nos termos da lei, que será a única de sua titularidade, para realizar a plantação de alimentos orgânicos para subsistência, mas tem o receio de investir todas as suas economias em imóvel que seja passível de desapropriação para fins de reforma agrária pela União, mediante indenização em títulos da dívida agrária. Diante disso, Jaílson consultou você, como advogado(a), acerca dos bens que podem ser objeto dessa intervenção do Estado na propriedade. Assinale a opção que apresenta a informação que você, corretamente, prestou.

Fundamentação:

Conforme dispõe o artigo 184 da Constituição Federal, é permitido que a União, em algumas situações, desaproprie terras rurais, desde que preenchidos alguns requisitos. Porém, o artigo 185, inciso I, veda que essa desapropriação abarque as pequenas e médias propriedades rurais, desde que seu proprietário não possua outra, Ou seja, a alternativa está correta porque Jaílson não poderá ter sua terra expropriada por vedação constitucional.

Art. 184 - Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será definida em lei.

§ 1º - As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro.

§ 2º - O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fins de reforma agrária, autoriza a União a propor a ação de desapropriação.

§ 3º - Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial, de rito sumário, para o processo judicial de desapropriação.

§ 4º - O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício.

§ 5º - São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária.

Art. 185 - São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária:

I - a pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu proprietário não possua outra;

II - a propriedade produtiva.

Parágrafo único. A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o cumprimento dos requisitos relativos a sua função social.

Exame: OAB EXAME XLIV - Data da prova: 08-2025 - Questão na prova: 32 - Ramo: Direito Administrativo - Tema: Contratos da Administração - Organizadora: FGV
32

A sociedade empresária Chique possui dois contratos administrativos distintos regularmente formalizados com o Município Gama, tendo por objeto a realização de serviços contínuos, com contratação de mão de obra para atividades de limpeza e manutenção predial. Registre-se que em apenas uma das contratações há cláusula expressa para a adoção de meios alternativos de solução de controvérsias. Durante a execução, o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos foi fortemente afetado por áleas econômicas extraordinárias e imprevisíveis. Dessa forma, os representantes da sociedade empresária Chique procuram você, como advogado(a), sobre a viabilidade de usar instrumentos consensuais para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro do contrato ou outro meio extrajudicial para dirimir o conflito. À luz do disposto na Lei nº 14.133/2021, assinale a opção que, corretamente, materializa a essência da consultoria jurídica prestada por você à sociedade empresária Chique.

Fundamentação:

O tema exige compreender que a legislação atual permite a utilização de instrumentos consensuais para resolver disputas envolvendo contratos administrativos e direitos patrimoniais disponíveis, como o equilíbrio econômico-financeiro, mesmo sem previsão expressa inicial, por meio de aditamento contratual. O artigo 153, da Lei 14.133/21, a Lei de Licitações e Contratos Administrativos, permite que o contrato seja aditado para que se prevejam cláusulas de solução consensual de conflitos (arbitragem, mediação, conciliação e comitê de resolução de disputas). Esse aditamento inclui os contratos que não previam essas cláusulas.

Art. 153 - Os contratos poderão ser aditados para permitir a adoção dos meios alternativos de resolução de controvérsias.

Exame: OAB EXAME XLIV - Data da prova: 08-2025 - Questão na prova: 33 - Ramo: Direito Administrativo - Tema: Atos Administrativos - Organizadora: FGV
33

A sociedade empresária Bemquerer obteve junto ao órgão municipal competente uma licença, que não tem cunho ambiental, versando sobre matéria administrativa, a qual é ato vinculado, mediante o preenchimento dos requisitos legais, de acordo com a orientação geral da Administração, vigente à época do deferimento, quanto a certo conceito jurídico indeterminado constante da respectiva norma local. Diante da relevância de tal licença para as suas atividades, os dirigentes da aludida sociedade consultaram você, na condição de advogado(a), em relação à viabilidade de modificação da situação jurídica deles, em decorrência de eventual mudança de entendimento atinente ao referido conceito jurídico indeterminado, notadamente se a nova orientação vier a impor um novo condicionamento para o Direito. À luz das normas sobre segurança jurídica e eficiência na interpretação e aplicação do Direito Público, introduzidas pela Lei nº 13.655/2018 no Decreto-Lei nº 4.657/1942 (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro), assinale a opção que, corretamente, apresenta seu esclarecimento.

Fundamentação:

Está se tratando do princípio da segurança jurídica e da proteção da confiança legítima. Quando a administração adota nova interpretação de norma com conteúdo indeterminado, impondo novo dever ou restrição, ela deve prever regime de transição, como determina o artigo 23 d0 Decreto-lei 4.657/42, a Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro LINDB. Isso visa evitar efeitos abruptos e permitir adaptação razoável por parte dos administrados.

Art. 23 - A decisão administrativa, controladora ou judicial que estabelecer interpretação ou orientação nova sobre norma de conteúdo indeterminado, impondo novo dever ou novo condicionamento de direito, deverá prever regime de transição quando indispensável para que o novo dever ou condicionamento de direito seja cumprido de modo proporcional, equânime e eficiente e sem prejuízo aos interesses gerais.

Parágrafo único. (Vetado).

Exame: OAB EXAME XLIV - Data da prova: 08-2025 - Questão na prova: 34 - Ramo: Direito Administrativo - Tema: Improbidade Administrativa - Organizadora: FGV
34

Em dezembro de 2024, Lucas, servidor público celetista no âmbito da empresa pública XYZ, permitiu, culposamente, que Matheus da Silva utilizasse veículos automotores da estatal para a execução de serviços particulares, sem qualquer relação com a empresa pública. Nesse contexto, após tomar ciência de que o Ministério Público deflagrou inquérito civil para apurar os fatos, Lucas procurou você para, na qualidade de advogado(a), lhe prestar a adequada orientação jurídica. Sobre a posição de Lucas, considerando a Lei nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa), assinale a afirmativa correta.

Fundamentação:

A situação envolve ato de servidor público celetista numa empresa pública, que, sem dolo, permitiu o uso indevido de veículo oficial por terceiro, sem vínculo com o órgão. O inquérito visa verificar se houve improbidade administrativa conforme a Lei 8.429/92. A conduta de Lucas foi culposa (ele não teve a intenção de favorecer Matheus nem de causar prejuízo à empresa). A Lei 14.230/021, que alterou a Lei 8.429/92, a Lei de Improbidade Administrativa - LIA, passou a exigir dolo para qualquer ato ímprobo, inclusive os previstos nos artigos 10 e 11. Não se admite mais improbidade culposa.

Art. 10 - Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta Lei, e notadamente:

§ 2º - A mera perda patrimonial decorrente da atividade econômica não acarretará improbidade administrativa, salvo se comprovado ato doloso praticado com essa finalidade.

Art. 11 - Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública a ação ou omissão dolosa que viole os deveres de honestidade, de imparcialidade e de legalidade, caracterizada por uma das seguintes condutas:

.......................

§ 5º - Não se configurará improbidade a mera nomeação ou indicação política por parte dos detentores de mandatos eletivos, sendo necessária a aferição de dolo com finalidade ilícita por parte do agente.

Exame: OAB EXAME XLIV - Data da prova: 08-2025 - Questão na prova: 35 - Ramo: Direito Ambiental - Tema: Competência Legislativa - Organizadora: FGV
35

A sociedade empresária Empreendedorix deseja construir um grande shopping center em terreno situado na área urbana do Município Delta, que contribuirá para incrementar o comércio na localidade, mas surtirá efeitos na qualidade de vida da população e no meio ambiente do entorno, razão pela qual a atividade se enquadra entre aquelas para as quais é necessária a elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Ocorre que o Município Delta tem legislação local que define que tal empreendimento privado depende de elaboração de Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança (EIV), para obter as licenças ou autorizações de construção, ampliação ou funcionamento a cargo do Poder Público local. Em razão disso, os representantes da sociedade empresária Empreendedorix procuram você, como advogado(a), para esclarecer as peculiaridades do instrumento previsto na referida legislação municipal. Considerando os fatos narrados, assinale a afirmativa correta.

Fundamentação:

Mesmo que a cidade exija o Estudo de Impacto Ambiental - EIV, o Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança - EIA continua sendo obrigatório quando a obra pode prejudicar o meio ambiente. A literalidade do artigo 38 da Lei 10.257/01, o Estatuto da Cidade, demonstra isso.

Art. 38 - A elaboração do EIV não substitui a elaboração e a aprovação de estudo prévio de impacto ambiental (EIA), requeridas nos termos da legislação ambiental.

Exame: OAB EXAME XLIV - Data da prova: 08-2025 - Questão na prova: 36 - Ramo: Direito Ambiental - Tema: Responsabilidade ambiental - Organizadora: FGV
36

Por decisão de seus representantes legais, o exercício de determinada atividade empresarial da sociedade Aurora, em benefício próprio, ensejou a poluição de um determinado rio, de modo que a conduta praticada ocasionou severos danos ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, caracteriza ilícito penal, civil e administrativo. Diante dessa situação hipotética e considerando as normas de responsabilização da pessoa jurídica em matéria ambiental, assinale a afirmativa correta.

Fundamentação:

A sociedade Aurora deve ser responsabilizada administrativa, civil e penalmente pela aludida conduta, nos termos da legislação de regência. Conforme o entendimento do Supremo Tribunal Federal - STF), o parágrafo 3º do artigo 225 da Constituição Federal não condiciona a responsabilização penal da pessoa jurídica por crimes ambientais à perseguição penal simultânea da pessoa física em tese responsável no âmbito da empresa. A norma constitucional não exige a necessidade dupla imputação. Além disso, a literalidade do artigo 3º da Lei 9.605/1998, a Lei dos Crimes Ambientais, determina isso.

Art. 3º - As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em que a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou benefício da sua entidade.

Parágrafo único. A responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a das pessoas físicas, autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato.

Exame: OAB EXAME XLIV - Data da prova: 08-2025 - Questão na prova: 37 - Ramo: Direito Civil - Tema: Do Direito de Família - Organizadora: FGV
37

Gabriel e Vitória, pais de Ana e de Clara, faleceram em um acidente aéreo. Os parentes mais próximos de Ana e Clara são os tios, Rafael – irmão de Gabriel –, com 42 anos de idade, e a tia, Júlia – irmã de Vitória –, com 38 anos de idade. Atualmente, Ana tem 9 anos de idade e, Clara, 7. Verificou-se que, em seus respectivos testamentos, Gabriel e Vitória nomearam, como tutor de Ana e Clara, Lucas, primo de Gabriel. Sobre o caso narrado, segundo o ordenamento jurídico brasileiro, assinale a afirmativa correta.

Fundamentação:

O Código Civil estabelece que é direito dos pais em conjunto nomear tutor para seus filhos, ante a impossibilidade de ambos exercer o poder familiar. Somente em caso de falta de tutor nomeado pelos pais, é que incumbe a tutela aos parentes consanguíneos do menor. Neste caso, Júlia e Rafael não poderão ser os tutores dos sobrinhos, já que Gabriel e Vitória já haviam nomeado um tutor com anterioridade. Por tanto, Lucas deverá exercer a tutela, por ter sido nomeado pelos pais das meninas em testamento. Veja literalidade da lei: “Art. 1.634.

Art. 1.634 - Compete a ambos os pais, qualquer que seja a sua situação conjugal, o pleno exercício do poder familiar, que consiste em, quanto aos filhos:

..................

VI - nomear-lhes tutor por testamento ou documento autêntico, se o outro dos pais não lhe sobreviver, ou o sobrevivo não puder exercer o poder familiar;

.....................

Art. 1.729 - O direito de nomear tutor compete aos pais, em conjunto.

Parágrafo único. A nomeação deve constar de testamento ou de qualquer outro documento autêntico.

Art. 1.735 - Não podem ser tutores e serão exonerados da tutela, caso a exerçam:

I - aqueles que não tiverem a livre administração de seus bens;

II - aqueles que, no momento de lhes ser deferida a tutela, se acharem constituídos em obrigação para com o menor, ou tiverem que fazer valer direitos contra este, e aqueles cujos pais, filhos ou cônjuges tiverem demanda contra o menor;

III - os inimigos do menor, ou de seus pais, ou que tiverem sido por estes expressamente excluídos da tutela;

IV - os condenados por crime de furto, roubo, estelionato, falsidade, contra a família ou os costumes, tenham ou não cumprido pena;

V - as pessoas de mau procedimento, ou falhas em probidade, e as culpadas de abuso em tutorias anteriores;

VI - aqueles que exercerem função pública incompatível com a boa administração da tutela.

Exame: OAB EXAME XLIV - Data da prova: 08-2025 - Questão na prova: 38 - Ramo: Direito Civil - Tema: Legislação Civil Esparsa - Organizadora: FGV
38

A sociedade empresária Calçados Novos Ltda. consultou você, como advogado(a), na qualidade de controladora dos dados pessoais de seus clientes. Isso porque há quantidade relevante de dados cujo término do tratamento já ocorreu, considerando o fim do período de tratamento. Contudo, a sociedade empresária tem a intenção de manter as informações históricas de seus clientes, para fins exclusivamente estatísticos, sem a necessidade de identificar pessoalmente os titulares de cada informação. Sobre a hipótese narrada, considerando o interesse do cliente, assinale a afirmativa correta.

Fundamentação:

A alternativa correta indica o artigo 16 Lei 13.709/18, a Lei Geral de Proteção de dados -LGPD, como solução.

Art. 16 - Os dados pessoais serão eliminados após o término de seu tratamento, no âmbito e nos limites técnicos das atividades, autorizada a conservação para as seguintes finalidades:

I - cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador;

II - estudo por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais;

III - transferência a terceiro, desde que respeitados os requisitos de tratamento de dados dispostos nesta Lei; ou

IV - uso exclusivo do controlador, vedado seu acesso por terceiro, e desde que anonimizados os dados.

Exame: OAB EXAME XLIV - Data da prova: 08-2025 - Questão na prova: 39 - Ramo: Direito Civil - Tema: Dos Fatos Jurídicos - Organizadora: FGV
39

Cláudia é devedora de valores elevados e foi executada em determinada demanda. Para evitar a penhora de seu carro, celebrou contrato de compra e venda do veículo com Eduardo, seu amigo fraterno, indicando data anterior às dívidas. Cláudia e Eduardo combinaram que o contrato não produziria qualquer efeito, de modo que não houve o pagamento do preço e tampouco a transferência da propriedade do carro. Sobre o contrato celebrado entre Cláudia e Eduardo, assinale a afirmativa correta.

Fundamentação:

A simulação está contida no artigo 167 da Lei 10.406/02, 0 Código Civil, que prevê a nulidade do negócio jurídico simulado, mas estabelece que o negócio dissimulado subsiste, se válido for na substância e na forma.

Art. 167 - É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substância e na forma.

§ 1 o Haverá simulação nos negócios jurídicos quando:

I - aparentarem conferir ou transmitir direitos a pessoas diversas daquelas às quais realmente se conferem, ou transmitem;

II - contiverem declaração, confissão, condição ou cláusula não verdadeira;

III - os instrumentos particulares forem antedatados, ou pós-datados.

§ 2 o Ressalvam-se os direitos de terceiros de boa-fé em face dos contraentes do negócio jurídico simulado.

Exame: OAB EXAME XLIV - Data da prova: 08-2025 - Questão na prova: 40 - Ramo: Direito Civil - Tema: Do Direito das Sucessões - Organizadora: FGV
40

Do testamento deixado por Natália constou a seguinte cláusula acerca da parte disponível: “lego o apartamento X para meus filhos Henrique e Carolina, os quais serão individualmente substituídos, se não puderem aceitar, pelo meu filho Carlos.” Após o registro, abertura e determinação de seu cumprimento, Henrique renunciou à sucessão testamentária, satisfazendo-se com a legítima. Você, como advogado(a), foi consultado(a) acerca da transmissão causa mortis do apartamento X. Assinale a opção que apresenta, corretamente, sua orientação.

Fundamentação:

O testador pode substituir outra pessoa ao herdeiro ou ao legatário nomeado, para o caso de não querer (renúncia) ou não poder (incapacidade ou ilegitimidade) aceitar a disposição, presumindo-se que a substituição foi determinada para as duas alternativas, ainda que o testador só a uma se refira (artigo 1.947 da Lei 10.406/02, 0 Código Civil). Trata-se da substituição ordinária ou vulgar, que nada mais é do que uma simples substituição: se o primeiro não pode, entre o segundo em seu lugar. Por tanto, ao renunciar Henrique a seu direito na sucessão testamentária.

Art. 1.947 - O testador pode substituir outra pessoa ao herdeiro ou ao legatário nomeado, para o caso de um ou outro não querer ou não poder aceitar a herança ou o legado, presumindo-se que a substituição foi determinada para as duas alternativas, ainda que o testador só a uma se refira.