OAB

Provas comentadas da OAB grátis

Acesse gratuitamente provas e questões comentadas da 1ª fase da OAB, com gabarito, resposta correta, tema e fundamentação jurídica. Todo o conteúdo desta página é 100% grátis.

Acesso gratuito: como visitante, você estuda as provas comentadas e vê todas as respostas sem pagar. Ao mudar de página, suas marcações não ficam salvas. Para manter histórico, entre como aluno gratuitamente.
Todas as provas

OAB EXAME X

29/04/2013 · FGV · 80 questões

Página 4 de 8
Exame: OAB EXAME X - Data da prova: 04-2013 - Questão na prova: 31 - Ramo: Direito Administrativo - Tema: Intervenção Estatal na Propriedade - Organizadora: FGV
31

A fim de permitir o escoamento da produção até uma refinaria, uma empresa pública federal, que explora a prospecção de petróleo em um campo terrestre, inicia a construção de um oleoduto. O único caminho possível para essa construção atravessa a propriedade rural de Josenildo que, em razão do oleoduto, teve que diminuir o espaço de plantio de mamão e, com isso, viu sua renda mensal cair pela metade. Assinale a afirmativa que indica a instrução correta que um advogado deve passar a Josenildo.

Fundamentação:

Fundamentação: A servidão administrativa constitui modalidade de intervenção estatal restritiva na propriedade privada, por meio da qual se impõe ao imóvel particular um ônus real destinado à execução de obra ou serviço de utilidade pública, sem transferência do domínio ao Poder Público. A instalação do oleoduto sobre a propriedade rural é juridicamente admissível, pois atende a uma finalidade de interesse público e não existe impedimento decorrente do caráter privado ou produtivo do imóvel atingido. Nos termos do artigo 40 do Decreto-Lei 3.365/41, a constituição da servidão administrativa deve ser acompanhada de indenização pelos prejuízos efetivamente causados ao proprietário, não se indenizando o valor integral do imóvel, uma vez que permanece com ele o domínio, mas os danos concretos resultantes da restrição. Como a passagem do oleoduto reduziu a área destinada ao cultivo e provocou a diminuição da renda obtida com a produção agrícola, está configurado dano patrimonial indenizável. O gabarito informado encontra-se juridicamente correto, porque reconhece tanto a legitimidade da constituição da servidão administrativa quanto o direito à reparação dos prejuízos dela decorrentes.

Art. 40 - O expropriante poderá constituir servidões, mediante indenização na forma desta lei.

Exame: OAB EXAME X - Data da prova: 04-2013 - Questão na prova: 32 - Ramo: Direito Administrativo - Tema: Poderes Administrativos - Organizadora: FGV
32

Oscar é titular da propriedade de um terreno adjacente a uma creche particular. Aproveitando a expansão econômica da localidade, decidiu construir em seu terreno um grande galpão. Oscar iniciou as obras, sem solicitar à prefeitura do município "X" a necessária licença para construir, usando material de baixa qualidade. Ainda durante a construção, a diretora da creche notou que a estrutura não apresentava solidez e corria o risco de desabar sobre as crianças. Ao tomar conhecimento do fato, a prefeitura do município "X" inspecionou o imóvel e constatou a gravidade da situação. Após a devida notificação de Oscar, a estrutura foi demolida. Assinale a afirmativa que indica o instituto do direito administrativo que autoriza a atitude do município "X".

Fundamentação:

A demolição da construção irregular e insegura constitui manifestação do poder de polícia administrativa, por meio do qual a Administração Pública condiciona ou restringe o exercício de direitos individuais, inclusive o direito de propriedade e a liberdade de construir, em benefício da segurança, da ordem urbanística e do interesse coletivo. O artigo 30, inciso VIII, da Constituição Federal atribui ao Município competência para promover o adequado ordenamento territorial mediante o planejamento e o controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano. O artigo 78, caput, do Código Tributário Nacional define o poder de polícia como a atividade administrativa que limita ou disciplina direitos, interesses ou liberdades em razão do interesse público relacionado, entre outros valores, à segurança, à ordem e ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. Conforme o artigo 78, parágrafo único, do Código Tributário Nacional, o exercício regular desse poder pressupõe atuação do órgão competente, nos limites da lei, com observância do processo legal e sem abuso ou desvio de poder. Diante da ausência da necessária licença, da precariedade da estrutura, do risco concreto de desabamento e da prévia notificação do proprietário, o Município podia exercer coercitivamente seu poder de polícia e demolir a construção, inclusive sem autorização judicial diante da urgência destinada a evitar dano iminente às crianças. O gabarito informado está juridicamente correto, pois tombamento, ocupação temporária e desapropriação são formas de intervenção estatal na propriedade que não correspondem à fiscalização urbanística e à eliminação de edificação irregular e perigosa.

Art. 30 - Compete aos Municípios:

.....................

VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;

.....................

Art. 78 - Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.

Parágrafo único - Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.

Exame: OAB EXAME X - Data da prova: 04-2013 - Questão na prova: 33 - Ramo: Direito Administrativo - Tema: Servidores Públicos - Organizadora: FGV
33

As alternativas a seguir apresentam condições que geram vacância de cargo público, à exceção de uma. Assinale-a.

Fundamentação:

A vacância corresponde à desocupação definitiva do cargo público e ocorre exclusivamente nas hipóteses previstas em lei. Conforme o artigo 33, inciso III, da Lei 8.112/90, a promoção gera vacância do cargo anteriormente ocupado, pois o servidor passa a ocupar outro cargo na carreira. O artigo 33, inciso VII, da Lei 8.112/90 também estabelece a aposentadoria como causa de vacância, enquanto o artigo 33, inciso IX, inclui o falecimento do servidor. A licença para tratar de interesses particulares não está compreendida no rol legal, pois representa afastamento temporário durante o qual o servidor conserva a titularidade do cargo, embora deixe de exercer suas atribuições e não receba remuneração. O gabarito informado está juridicamente correto, uma vez que essa licença não extingue o vínculo funcional nem torna o cargo vago.

Art. 33 - A vacância do cargo público decorrerá de:

.....................

III - promoção;

.....................

VII - aposentadoria;

.....................

IX - falecimento.

Exame: OAB EXAME X - Data da prova: 04-2013 - Questão na prova: 34 - Ramo: Direito Administrativo - Tema: Processo Administrativo - Organizadora: FGV
34

Cristina, cidadã brasileira comprometida com a boa administração, descobre que determinada obra pública em sua cidade foi realizada em desacordo com as normas que regem as licitações públicas, com vistas a beneficiar um particular amigo do prefeito. De posse de cópias do processo administrativo que comprovam a situação, pretende ingressar com medida judicial para a proteção do patrimônio público. Para combater tal situação, Cristina deverá

Fundamentação:

A ação popular é o instrumento constitucional adequado para que Cristina, na condição de cidadã, busque a anulação do ato administrativo lesivo ao patrimônio público e à moralidade administrativa. Nos termos do artigo 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal, qualquer cidadão possui legitimidade para propor ação popular destinada a invalidar ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico e cultural. A realização de obra pública em desacordo com as normas de licitação e direcionada ao favorecimento de pessoa ligada ao prefeito configura, em tese, lesão ao patrimônio público e violação da moralidade administrativa. A ação civil pública não pode ser proposta individualmente por qualquer cidadão; a ação penal privada subsidiária da pública possui finalidade penal e pressupõe inércia do Ministério Público; e o mandado de segurança coletivo somente pode ser impetrado pelos legitimados constitucionalmente previstos, não por cidadã isoladamente. O gabarito informado está juridicamente correto, pois a ação popular é especificamente destinada ao controle judicial de atos dessa natureza.

Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

.....................

LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;

.....................

Exame: OAB EXAME X - Data da prova: 04-2013 - Questão na prova: 35 - Ramo: Direito Ambiental - Tema: Princípios do Direito Ambiental - Organizadora: FGV
35

Na perspectiva da tutela do direito difuso ao meio ambiente, o ordenamento constitucional exigiu o estudo de impacto ambiental para instalação e desenvolvimento de certas atividades. Nessa perspectiva, o estudo prévio de impacto ambiental está concretizado no princípio

Fundamentação:

O estudo prévio de impacto ambiental concretiza o princípio da prevenção, pois é exigido antes da instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação ambiental, quando os riscos e possíveis impactos da atividade são conhecidos ou cientificamente identificáveis. Conforme o artigo 225, parágrafo 1º, inciso IV, da Constituição Federal, incumbe ao poder público exigir esse estudo previamente à instalação da atividade e assegurar publicidade ao seu conteúdo. A finalidade é antecipar, avaliar e evitar danos ambientais previsíveis, condicionando a autorização do empreendimento à análise de suas consequências. O princípio da precaução, embora igualmente orientado à proteção ambiental antecipada, aplica-se especialmente às situações de incerteza científica quanto à existência ou à extensão do risco. O gabarito informado está juridicamente correto, pois o estudo prévio de impacto ambiental constitui instrumento característico do princípio da prevenção.

Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

.....................

IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;

.....................

Exame: OAB EXAME X - Data da prova: 04-2013 - Questão na prova: 36 - Ramo: Direito Ambiental - Tema: Responsabilidade ambiental - Organizadora: FGV
36

João, militante ambientalista, adquire chácara em área rural já degradada, com o objetivo de cultivar alimentos orgânicos para consumo próprio. Alguns meses depois, ele é notificado pela autoridade ambiental local de que a área é de preservação permanente. Sobre o caso, assinale a afirmativa correta.

Fundamentação:

A vegetação situada em área de preservação permanente deve ser mantida pelo proprietário, possuidor ou ocupante a qualquer título, conforme determina o artigo 7º, caput, da Lei 12.651/12. Quando tiver ocorrido supressão da vegetação, o artigo 7º, parágrafo 1º, da Lei 12.651/12 impõe ao proprietário, possuidor ou ocupante o dever de promover sua recomposição, ressalvados os usos autorizados pela própria lei. Nos termos do artigo 7º, parágrafo 2º, da Lei 12.651/12, essa obrigação possui natureza real e é transmitida ao sucessor na hipótese de transferência do domínio ou da posse do imóvel rural. Assim, João deve promover a recomposição ambiental, ainda que não tenha causado a degradação e mesmo que desconhecesse sua existência no momento da aquisição, pois a obrigação propter rem adere ao imóvel e acompanha sua titularidade. A boa-fé do adquirente não afasta o dever de recuperação, embora possa produzir efeitos nas relações particulares mantidas com o alienante. O gabarito informado está juridicamente correto, pois reconhece a responsabilidade do atual proprietário pela regeneração da área degradada.

Art. 7º - A vegetação situada em Área de Preservação Permanente deverá ser mantida pelo proprietário da área, possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado.

§ 1º - Tendo ocorrido supressão de vegetação situada em Área de Preservação Permanente, o proprietário da área, possuidor ou ocupante a qualquer título é obrigado a promover a recomposição da vegetação, ressalvados os usos autorizados previstos nesta Lei.

§ 2º - A obrigação prevista no § 1º tem natureza real e é transmitida ao sucessor no caso de transferência de domínio ou posse do imóvel rural.

.....................

Exame: OAB EXAME X - Data da prova: 04-2013 - Questão na prova: 37 - Ramo: Direito Civil - Tema: Do Direito das Sucessões - Organizadora: FGV
37

Rogério, solteiro, maior e capaz, estando acometido por grave enfermidade, descobre que é pai biológico de Mateus, de dez anos de idade, embora não conste a filiação paterna no registro de nascimento. Diante disso, Rogério decide lavrar testamento público, em que reconhece ser pai de Mateus e deixa para este a totalidade de seus bens. Sobrevindo a morte de Rogério, Renato, maior e capaz, até então o único filho reconhecido por Rogério, é surpreendido com as disposições testamentárias e resolve consultar um advogado a respeito da questão. A partir do fato narrado, assinale a afirmativa correta.

Fundamentação:

O reconhecimento da filiação de Mateus é válido, pois o artigo 1.609, inciso III, do Código Civil autoriza expressamente o reconhecimento de filho por testamento, ainda que manifestado incidentalmente, não sendo impedimento o fato de a filiação paterna ainda não constar do registro de nascimento. No âmbito sucessório, o artigo 1.845 do Código Civil qualifica os descendentes como herdeiros necessários, enquanto o artigo 1.846 do Código Civil lhes reserva, de pleno direito, metade dos bens da herança, denominada legítima. Por essa razão, conforme o artigo 1.789 do Código Civil, Rogério somente poderia dispor livremente da metade de seu patrimônio. Como Mateus e Renato são descendentes da mesma classe e possuem os mesmos direitos à sucessão do pai, nos termos do artigo 1.834 do Código Civil, cada um receberá metade da legítima, correspondente a vinte e cinco por cento da herança. A metade disponível pode ser atribuída integralmente a Mateus, que receberá, portanto, cinquenta por cento pela disposição testamentária e vinte e cinco por cento como herdeiro necessário, totalizando setenta e cinco por cento da herança. A disposição patrimonial não é integralmente inválida, pois o artigo 1.967 do Código Civil determina que as disposições testamentárias excedentes sejam reduzidas aos limites da parte disponível. O gabarito informado está juridicamente correto, pois preserva o reconhecimento da paternidade, reduz a disposição patrimonial excessiva e assegura a Renato sua parcela de vinte e cinco por cento da herança.

Art. 1.609 - O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é irrevogável e será feito:

.....................

III - por testamento, ainda que incidentalmente manifestado;

.....................

Art. 1.789 - Havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança.

Art. 1.834 - Os descendentes da mesma classe têm os mesmos direitos à sucessão de seus ascendentes.

Art. 1.845 - São herdeiros necessários os descendentes, os ascendentes e o cônjuge.

Art. 1.846 - Pertence aos herdeiros necessários, de pleno direito, a metade dos bens da herança, constituindo a legítima.

Art. 1.967 - As disposições que excederem a parte disponível reduzir-se-ão aos limites dela, de conformidade com o disposto nos parágrafos seguintes.

Exame: OAB EXAME X - Data da prova: 04-2013 - Questão na prova: 38 - Ramo: Direito Civil - Tema: Dos Contratos em Geral - Organizadora: FGV
38

De acordo com o Código Civil, opera-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes para, em nome deste, praticar atos ou administrar interesses. Daniel outorgou a Heron, por instrumento público, poderes especiais e expressos, por prazo indeterminado, para vender sua casa na Rua da Abolição, em Salvador, Bahia. Ocorre que, três dias depois de lavrada e assinada a procuração, em viagem para um congresso realizado no exterior, Daniel sofre um acidente automobilístico e vem a falecer, quando ainda fora do país. Heron, no mesmo dia da morte de Daniel, ignorando o óbito, vende a casa para Fábio, que a compra, estando ambos de boa-fé. De acordo com a situação narrada, assinale a afirmativa correta.

Fundamentação:

A morte do mandante constitui causa de extinção do mandato, conforme o artigo 682, inciso II, do Código Civil. Entretanto, essa extinção não invalida automaticamente os atos praticados pelo mandatário que desconhecia o falecimento, quando o terceiro contratante também estava de boa-fé. O artigo 689 do Código Civil estabelece expressamente que são válidos, em relação aos contratantes de boa-fé, os atos celebrados em nome do mandante pelo mandatário enquanto este ignorar a morte daquele ou outra causa de extinção do mandato. Como Heron possuía poderes especiais e expressos para vender o imóvel, desconhecia o falecimento de Daniel e celebrou o negócio com Fábio, que também estava de boa-fé, a compra e venda permanece válida em relação aos contratantes. O prazo indeterminado do mandato não compromete sua validade, e os herdeiros não podem simplesmente revogar ou anular retroativamente o negócio protegido pela regra legal. O gabarito informado está juridicamente correto.

Art. 682 - Cessa o mandato:

.....................

II - pela morte ou interdição de uma das partes;

.....................

Art. 689 - São válidos, a respeito dos contratantes de boa-fé, os atos com estes ajustados em nome do mandante pelo mandatário, enquanto este ignorar a morte daquele ou a extinção do mandato, por qualquer outra causa.

Exame: OAB EXAME X - Data da prova: 04-2013 - Questão na prova: 39 - Ramo: Direito Civil - Organizadora: FGV
39
Desatualizada Questão apenas para referência. Ela não pode ser respondida e não entra no progresso do aluno.

Gustavo completou 17 anos de idade em janeiro de 2010. Em março de 2010 colou grau em curso de ensino médio. Em julho de 2010 contraiu matrimônio com Beatriz. Em setembro de 2010, foi aprovado em concurso público e iniciou o exercício de emprego público efetivo. Por fim, em novembro de 2010, estabeleceu-se no comércio, abrindo um restaurante. Assinale a alternativa que indica o momento em que se deu a cessação da incapacidade civil de Gustavo.

Fundamentação:
Exame: OAB EXAME X - Data da prova: 04-2013 - Questão na prova: 40 - Ramo: Direito Civil - Tema: Do Direito de Família - Organizadora: FGV
40

Amélia e Alberto são casados pelo regime de comunhão parcial de bens. Alfredo, amigo de Alberto, pede que ele seja seu fiador na compra de um imóvel. Diante da situação apresentada, assinale a afirmativa correta.

Fundamentação:

No regime da comunhão parcial de bens, Alberto não pode prestar fiança sem a autorização de Amélia. O artigo 1.647, inciso III, do Código Civil exige a outorga conjugal para a prestação de fiança ou aval, ressalvando apenas o regime da separação absoluta de bens. Como o casal adotou o regime da comunhão parcial, a autorização da esposa é indispensável. Se Alberto prestar a garantia sem esse consentimento e a autorização não for suprida judicialmente, o negócio será anulável, conforme o artigo 1.649, caput, do Código Civil. Não se trata de nulidade automática, mas de anulabilidade que pode ser arguida pelo outro cônjuge até dois anos depois de terminada a sociedade conjugal. O gabarito informado está juridicamente correto, pois a fiança prestada sem a necessária outorga conjugal fica sujeita à anulação.

Art. 1.647 - Ressalvado o disposto no art. 1.648, nenhum dos cônjuges pode, sem autorização do outro, exceto no regime da separação absoluta:

.....................

III - prestar fiança ou aval;

.....................

Art. 1.649 - A falta de autorização, não suprida pelo juiz, quando necessária (art. 1.647), tornará anulável o ato praticado, podendo o outro cônjuge pleitear-lhe a anulação, até dois anos depois de terminada a sociedade conjugal.

.....................